O DESERTO

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            Ligar o som   

Para quem tem em mente, que o deserto é um espaço morto, apreciem com tempo este bloco de fotografias, pois retrata algumas das suas muitas facetas. Do pôr do sol ao nascer, dos dias de chuva aos solarentos , dos dias ventosos aos de calmia, da seca ás cheias tudo é passível de acontecer, mas para quem consegue ouvir o silêncio do deserto então meus amigos é o paraíso. Posso descreve-lo com as mais belas palavras, mas sei que estas são pequenas ao lado da realidade, daí este convite para o visitarem e ficarem no hotel Yasmina. Boa viagem,  quem quiser ir comigo, é só consultar as datas das expedições.     MOURO

Publicado em:  on 19 19UTC Janeiro 19UTC 2008 at 9:05 AM Deixe um Comentário

AZROU, A CIDADE DOS CÉDRES

         

        Azrou uma  pequena cidade, situada na montanha e a fazer lembar um qualquer lugar nos Alpes. Com os seus telhados altos e inclinados para a neve, é por muitos conhecida, devido á famosa floresta dos Cédres e aos seus macacos. Tem um mercado de verduras fantástico nas ruas da parte velha, com uns cheiros muito intensos. A não perder uma  visita  ao artesanato local, muito bonito, feito de madeira de cédro. A visita á floresta é de todo recomendado, deve-se levar algum pão para dar aos macacos, como é um local muito antigo recomendo, isolar-se um pouco, sentar no chão fechar os olhos e sentir a energia. É possuidora da mesquita mais bonita de todo o Marrocos, na minha humilde opinião, no exterior pode-se admirar, na parte debaixo do telhado, um fantástico .trabalho em madeira de cédro, atenção, é uma mesquita as fotos têm de ser tiradas de um modo dissimulado. Para ficar recomendo dois antigos aubérges, 1º- hotel Panorama um pouco mais caro mas com uns quartos muito confortáveis, uma lareira acesa a tempo inteiro no inverno, uma sala de jantar com boas refeições, um bom vinho etc., 2º hotel Azrou, mais barato, os quartos também são confortáveis, mas prefiro o  primeiro, pois este tem um bar á entrada e ás vezes tem um ambiente esquisito . É também um dos destinos mais populares para os marroquinos, na época mais quente. Considero-a muito bonita e original. Não percam uma visita, é diferente de todas as outras cidades.   MOURO

Publicado em:  on 12 12UTC Janeiro 12UTC 2008 at 7:39 AM Deixe um Comentário

MARRAQUEXE

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        Ligar o som.     

  Marraquexe um nome que desperta em nós uma atracção irresistível, dispara os nossos pensamentos para lá do mundo dos sonhos. Como cidade árabe, é tudo isso e muito mais, tudo vai depender do modo como absorvemos e nos integrámos, ou mesmo do que buscámos. Definitivamente a zona em todo o país, onde a oferta turística é mais forte. Quando começou a guerra do Golf, atravessei as montanhas, o deserto, as planícies etc., quase não havia turistas nas regiões do interior, talvéz devido ao receio das represálias árabes contra os estrangeiros, coisas que só existiam no nosso imaginário, devido á imensa campanha feita pelas televisões ao “mundo árabe”. Esta cidade era como um mundo á parte, fervia de vida, havia menos estrangeiros que nos outros anos, mas havia-os em número suficiente, para em certas zonas quase me sentir na Europa. Deve-se guardar este lugar para depois do deserto, diz-me a minha experiência, que se consegue absorver melhor tudo o que aqui existe. Para ficar, reservo o meu hotel favorito “Hotel Ali”, mesmo no centro do bulício, onde tudo acontece, lugar de viajantes, uma diversidade tão grande de nacionalidades e idades.  Empresta ao sítio tal encante, que poderia fácilmente escrever um romance e usar o nome do hotel, como título, caso não se consiga reserva, o que pode perfeitamente acontecer, vou então para outro lugar mágico, um pouco mais caro mas encantador “Riad Omar”.  Tenho por hábito, fazer com vocês, com quem comigo lá vai, um fantástico passeio de charrete(de manhã ou á noite), visitar a Ménara, ver o edíficio da Ópera, os diferentes jardins, fotografar a Kótubia, jantar e almoçar na praça D’jemaa-el-Fnaa, depois meus amigos sejam atrevidos, percam-se sem medo, sobretudo mantenham uma atitude confiante. Poderia falar tanto sobre a cidade, mas vou deixar isso para os inúmeros livros(guias), também para quem este pequeno artigo ler e tiver curiosidade, saibam que, quanto á segurança ela é fortissíma, na praça há umas largas dezenas de polícia á paisana para nos proteger, mas a velha máxima faz-se presente confiar, desconfiando. Lembrem-se que o turismo atrai um  grande número de oportunistas, em busca de “patos”, não queira ser um deles, não se deixe atrair pelos negócios da china, o seguro morreu de velho, mas morreu. Pode ir de avião, comboio, autocarro, de carro ou até de burro, mas vá e curta bem.    

 MOURO.

Publicado em:  on 29 29UTC Dezembro 29UTC 2007 at 4:39 PM Deixe um Comentário

OUARZAZATE

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Ouarzazate, outra das cidades, situada á porta do deserto, não é de todo um lugar, que possa dizer dos meus favoritos, é apenas um ponto de passagem. Fundada em 1920 pelos franceses, é uma cidade cheia de traços ocidentais, deve o seu crescimento ao turismo, que chamaria mais tarde a atenção da indústria cinematográfica, onde seria filmado em 1962 “Lawrence das Arábias”, que definitivamente a tornaria conhecida. Uma oferta turística muito forte (hotéis para todas as carteiras), como em todo o país, cheia de artesanato.  Prefiro a zona  velha, para comer,passear, etc.,  também gosto e recomendo um jantar no famoso restaurante “Obélix”, na mesma rua,  do lado oposto,  existe um pequeno café muito charmoso e acolhedor, onde poderá matar as saudades de uma bica ao estilo português com um Lavazza.  Os estúdios são locais a visitar, para o fazer terá á sua disposição um guia, pela módica quantia de +/- 8 dirhams por pessoa, á noite pode encontrar animação nos hotéis, bebidas alcólicas, enfim voltar um pouco á Europa( atenção as bebidas são bem caras), tenho por hábito ficar no hotel Les Jardins de Ouarzazate, simplesmente mágnifico em todos oa aspectos, mais um lugar para descobrir, por detrás da cortina turística. Boa viagem .           

MOURO

Publicado em:  on 27 27UTC Dezembro 27UTC 2007 at 4:09 AM Deixe um Comentário

TINERHRIR ( TODRA)

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  Depois do deserto, a nostalgia , a sensação de que nada pode ser mais interessante, o sentir que ficou algo de nós lá atrás colado na areia, é por demais presente, todos querem fazer meia volta, promessas de voltar o mais rápido possível, mas o relógio cruel e insénsivel avança, há que continuar pois ainda não se viu tudo. Esta etapa é a mais curta +/- 200kms, umas 5h de viagem,por uma antiga pista hoje asfaltada,paisagem mista entre lunar e oásis,terminando numa das minhas cidades favoritas Tinerhrir. Pequena mas muito interessante, uma medina com um ar especial,aqui habitaram no passado judeus, que vieram trabalhar nas minas de prata. Mistura de gente da montanha com a do deserto, o exlíbris da cidade dista uns quantos ´kms, as famosas e imponentes gargantas de Todra. Saida para todas as direcções( Dadés, Azrou, Midelt), a minha favorita é a de Imilchil para o norte, avassalador e até claustrofóbico, quando estamos no centro da garganta, rodeados por paredes dizem de 300m de altura, onde se podem ver alguns escaladores evoluírem na busca do top, eu por mim prefiro beber um café sentado numa das várias esplanadas do local, poderia dizer muito mais, mas nada como sentir ao vivo, bora’lá. Quando subir da cidade para a montanha, ao chegar á garganta faz-se necessário pagar para passar, não muito esse dinheiro é para a manutenção do local. Na praça principal um café com muitos bons batidos Belle Étoille, pertença de um amigo Abdoull, é paragem obrigatória. Para lá ir convém que disponha de algum tempo, ideal para desportos de montanha, tais como escalada, treking etc.              

MOURO

Publicado em:  on 21 21UTC Dezembro 21UTC 2007 at 7:48 AM Deixe um Comentário